Sim! Feliz 2009!
O título não está errado! Esse texto NÃO é sobre o ano que está vindo, e sim o que está indo.
Pela primeira vez na minha vida afirmo sem medo algum: Foi um ano bom.
O que não significa ter sido um ano fácil. Mas como foi bom...
Um ano que eu nunca poderia imaginar. Quantos conceitos caíram... Mas QUANTOS! Conceitos de vida, pessoas, hábitos, lugares, vontades e gostos... tanta coisa mudou!
Mais uma vez o passado veio cobrar histórias pendentes... E ok, lá fui eu.
Não foi o acerto de contas mais difícil que eu já tive, pelo contrário... Foi um dos mais gratificantes, e embora eu soubesse que ele teria um prazo de validade (só não sabia ao certo, qual), hoje lembro com um certo carinho, e um certo saudosismo dos dias 1 de julho até alguns de outubro... Foi a melhor parte do ano. E a parte que trouxe mais questionamentos também!
Trabalhei, comecei inglês, a faculdade a mil... E por falar em faculdade... Quem diria, pra um começo desanimador, como o que eu tive, por não ter passado na USP... Posso dizer que com certeza nada é por acaso. Posso dizer com certeza que pelo menos 5 pessoas, nesse primeiro ano, que entraram na minha vida, através da faculdade, já seriam motivo suficiente para eu agradecer o meu 2009.
O trabalho também me trouxe a oportunidade de lidar com algumas pessoas muito boas, outras nem tanto... Mas lógico, tudo válido.
O inglês foi a minha maior realização. Coisa que quero há tempos e nunca havia começado, ora por falta de dinheiro, ora por falta de maturidade... Bom, não que o dinheiro esteja sobrando, mas consegui unir os dois e... tchanam. Não é só algo que eu preciso, é algo que eu gosto, e junto com ele, vieram pessoas maravilhosas que faziam as minhas terças e quintas-feiras valerem tão mais a pena!
Na família, as coisas também foram boas... Senti minha família mais próxima... E isso me deixa muito feliz. Sou capaz até de sentir minha mãe por perto em alguns desses momentos. E a certeza dessa proximidade veio agora, que depois de anos, pois a última vez que me lembro, ainda era criança, passaremos, eu, e minha família toda, o Ano Novo na praia. É algo que espero há muito tempo.
E por falar em família, que saudade da minha mãe. E que incrível coincidência (ou não) eu estar cada vez mais parecida com ela. Antes, em vida, eu lutava contra isso, praguejava com ela. Hoje, eu me orgulho. Tanto das qualidades e dos defeitos herdados.
Ao que se refere ao amor, a primeira grande conclusão que eu tiro é que eu não sou a melhor pessoa pra definir a palavra amor.
Começo do ano ainda na cabeça em outra cidade... Ou em outraS cidades. Quase no meio do ano, um reencontro com um desses seres mexeu um pouco com a minha cabeça, e talvez até com o coração, ainda bem não ter mexido com o corpo, embora tenha sido válido pelas horas e horas de conversas... e perceber até onde o ser humano pode ser capaz de chegar.
No meio do ano, exatamente a outra parte do passado vindo a tona... Ganhei um vizinho, um "amigo", contas de celulares de 300 reais, faltas na faculdade e... Acabou.
Acabou de um jeito que eu nem sei como foi, assim como eu quase nem sei como começou. No final das contas, faltam ainda 3 dvds na minha estante... E não sei exatamente se faço questão dos dvds ou de que um dia eles voltem pras minhas mãos através das mãos que estão... Enfim... Nunca domingos foram tão interessantes.
Teve quem casou. Teve quem me procurou. Quem me fez rir. Quem me cantou pensando que eu não percebi. Quem ainda se importou. Quem de distanciou. Quem fez a diferença.
Esse ano realmente veio pra mudar muita, mas muita coisa... Fico grata por isso. Olhando bem pra tudo, acho que foi e está sendo tudo válido.
Só devo agradecer. E viver.
domingo, 20 de dezembro de 2009
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